Toda a força do trabalho em equipe
Quem nunca ouviu a máxima “duas cabeças pensam melhor que uma”? O valor do trabalho em equipe há tempos vem sendo incentivado no ambiente corporativo, mas nem por isso tem sido assimilado o suficiente por quem está inserido neste processo. Algumas pessoas apresentam resistência à divisão de tarefas e o motivo, segundo alguns psicólogos, estaria em más experiências vividas durante o período escolar, seja através da falta de comprometimento de alguns colegas ou pela difícil missão de aceitar idéias diferentes das suas.
Superado ou não o trauma, um primeiro passo importante é traçar uma distinção do que é trabalho em grupo e trabalho em equipe. “Equipe quer dizer comprometimento. Trata-se de um grupo de pessoas com um objetivo comum que batalham por sua conquista e respeitam as características e competências individuais. Um não se sobrepõe ao outro. Trabalham em conjunto, aproveitam o que cada um tem a oferecer, ao contrário do que acontece em um grupo sem foco, sem objetivo”, explica a psicóloga e consultora Suzy Fleury.
Obviamente, cada indivíduo tem algo a oferecer para transformar um grupo numa equipe de sucesso. O segredo talvez seja aproveitar tais competências individuais para obter um bom resultado coletivo. É o que trata o livro do treinador Bernardinho, ‘Transformando suor em Ouro’, onde ele destaca que essa é a receita para levar um grupo ao topo do podium. No vôlei, com exceção do saque, todas as ações são coletivas. Por essa razão, é preciso estimular o grupo a aproveitar as competências de cada um dos integrantes.
Se já é difícil ser flexível quando se acha que sua posição é a melhor, o que dizer então da convivência com aquele colega de perfil questionador? O que geralmente acontece é que este “ser crítico” é encarado como um chato e não como alguém que pode trazer uma oportunidade de melhorar o projeto trabalhado. É mais conveniente considerar como um bom companheiro de equipe aquele que sempre concorda com suas idéias. Este é geralmente o ponto de vista de quem pensa somente na sua contribuição, quando na realidade sua visão deveria ser a qualidade do trabalho a ser alcançado.
Fonte: NOSSA VOZ – Informativo Interno da CAPESESP – Colaboração Lydia Bosco (DRH)